Na última semana, foi realizado o último depoimento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), formada pela Câmara de Caçapava do Sul, para investigar supostas irregularidades no governo municipal. A última testemunha foi o Assessor Jurídico da Cooperativa de Trabalho, Camilo do Espírito Santo, que explicou à CPI alguns funcionamentos jurídicos da entidade, quanto ao contrato com a Prefeitura.
O depoente respondeu os questionamentos da relatora, vereadora Rosilda Freitas, mas na maioria das perguntas a testemunha não sabia informar à Comissão, principalmente sobre a diferença de salários entre os funcionários do mesmo cargo, onde o assessor disse que esta diferença seria irregular, mas não saberia responder os critérios que foram utilizados para este fato. Outro fato que o depoente não soube responder foi sobre as indicações para trabalhar na Cooperativa.
Com esta última testemunha a CPI encerrou as oitivas e se prepara para o dia 11 de agosto divulgar o relatório final da investigação, onde o processo deve ser votado pelo plenário da Câmara e, para ser aprovado, precisa de 6 votos, dos 9 vereadores titulares.
A Comissão ouviu, nesses 90 dias de investigação, 35 pessoas e o relatório já contempla mais de 1.500 páginas, entre depoimentos e a documentação em anexo.
Segundo o Presidente da CPI, vereador José Sidnei Menezes, a Comissão realizou um trabalho técnico, voltado para a apuração dos fatos. “ Não usamos política nesta investigação, porque o assunto é e de devemos respeitar a comunidade, que é a mais interessada na apuração de todos os ítens”, destaca o Presidente.
Sobre o relatório, a vereador Rosilda Freitas disse que a CPI não pode antecipar nenhum resultado do que pode acontecer, porque até o momento ninguém sabe que rumo o relatório vai tomar. “ Os vereadores só saberão se o caso deve ir para frente ou não, depois do relatório, porque não podemos queimar etapas do processo, primeiro é a elaboração e votação do relatório da investigação.”, declara a vereadora.
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